20 de fev. de 2011

Porta

Ele corria desesperadamente por um corredor branco com carpete azul marinho, desesperado, assustado e com medo. Todas as portas desse corredor vazio e iluminado o levava à um outro corredor estranhamente vazio e iluminado. Por que todas as portas mesmo abertas lhe pareciam fechadas? Por quê?

Tateando a parede branca texturizada ele nota luzes vindo da porta seguinte. Trancada...então ele resolve bater na porta e ficar ali. Sua cabeça dói, ele desmaia...e cai em frente à porta iluminada.

Seu mundo não desmoronava, mas ele ainda tinha lágrimas pra dar. Chorava, muito, chorava sem motivo...mas acordado? Onde? Não era mais o corredor.


Alguém o trouxera para dentro daquele quarto tão branco quanto o corredor. Ele não conseguia ver o rosto de quem o ajudara...mas simplesmente o abraçou como se aquela pessoa fosse a única que a compreendesse realmente. E ali, no sofá chorou, nos braços daquela pessoa desconhecida.


E a voz dele apenas soou em seus ouvidos e em sua alma que ainda chorava:

-O amor é a resposta para as perguntas que você esqueceu. Mas a resposta é o amor.

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